
Por que muitas mulheres adoram ter um amigo gay? Vamos tentar lidar com um mito, de que a mulheres gostam de ter amigos gays!
Sempre me pergunto porque muitas mulheres costumam afirmar que adoram ter amigos gays – talvez para afirmarem que não são preconceituosas ou por identificação? Aí ocorre o primeiro ponto a ser tratado, pois homossexuais não são necessariamente afeminados ou masculinizadas, como muitos alimentam na visão estereotipada.
Talvez outro ponto a ser pensado nessa questão é que muitas mulheres são ainda bastante reprimidas por seus parceiros no tocante a relacionamentos com o sexo oposto, é comum ouvir homens dizer que “amigo de mulher só se for o cabeleleiro”, e também seja importante entender que essa afirmação tenha um pouco haver com a ótica feminina e masculina (mas que nem sempre é real!) do medo de relacionamentos com outros homens heterossexuais possam resultar em possíveis cantadas, pois e aí entendemos que na visão de muitas mulheres – que essa amizade passa pelo consentimento do parceiro pois para ele não é sexualmente ameaçadora.
Muitas mulheres afirmam sentir que podem dividir suas angústias e raivas e medos e terem uma troca com esse ‘amigo’ pois sabem que eles também vivem dificuldades de relacionamento com outros homens , e que eles podem até entender melhor esse universo masculino do que elas por fazerem parte dele.
Há um cuidado a tomar, pois muitas mulheres também enxergam o desabafo com amigos ‘gays’ precioso por não enxergarem nessa relação um perigo de traição ou competição como enxergam (ou até já viveram) com relação a ‘amigas’. E é importante lembrar que se sua amizade está centrada em busca de segurança, de não sentir-se ameaçada sexualmente, essa pode ser uma idéia perigosa, pois a bissexualidade, demostrada desde Kinsey na década de 50, que nos mostram que as orientações homo e heterossexuais puras não são as mais freqüentes e que muitos podem viver em algum momento de sua vida desejos e atrações por ambos os sexos, e pelo psiquiatra Fritz Klein, que, desde a década de 80, diz que é a atração sexual, emocional e afetiva por pessoas de ambos os gêneros, e que a bissexualidade não necessariamente implica na relação sexual: alguém que fantasie com ambos os sexos pode se identificar como bissexual, ainda que não exerça a dupla orientação. Mas estudo recente da dra Jaqueline Brendler – da Associação mundial para a saúde sexual, que acompanhou 80 casos de homens, onde 32 deles mantinham relacionamentos bissexuais simultaneamente, e que nestes casos 65% das parceiras nem sequer desconfiavam da bissexualidade de seus parceiros!
Então vamos lá, amizade é afinidade, é afeto e confiança, é gostar da outra pessoa pelo que ela é e representa na sua vida, e não por esses falsos mitos que amizade com gays não ameaçam, ok?
Pensem nisso!
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Psicóloga Arlete Gavranic – Terapeuta Sexual
Instituto ISEXP www.isexp.com.br
Foto: Link

















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